Vão desmoralizar o resto?

A próxima sessão itinerante da Câmara de Vereadores será no distrito de Calabaça.

Caberá aos vereadores decidirem se a sessão será dos VEREADORES  ou se será mais uma sessão da PREFEITURA, aquele espetáculo triste ocorrido lá no Riacho Verde, onde cada vereador quase não pôde falar, enquanto o prefeito e seu grupo falou até botar pra dormir seus seguidores.

A definitiva desmoralização da Câmara está nas mãos da… Câmara.

Câmara municipal a caminho da humilhação

É lamentável o grau de insignificância que o poder legislativo municipal está atingindo.

Apesar do desempenho brilhante da oposição, e da postura corajosa, pois elogiável de Márcio Henrique, infelizmente o regime presidencialista retira a quase totalidade da autonomia do vereador individual, principalmente o de oposição, auferindo poder absoluto ao presidente.

O resultado é uma Câmara de joelhos, lamentavelmente.

Saudade dos tempos de Luis Luciano, Zé Batista ou Joaquim Frutuoso.

Câmara municipal a caminho da humilhação 2

Um caso emblemático foi a recente votação que culminou com a rejeição, pelo plenário, ao projeto corrupto, através do qual  Zé Hélder e companhia ofereciam um terreno de valor altíssimo, em troca de outro cujo  dono era louco para doá-lo, tanto é que o fez.

Após a feliz iniciativa da maioria soberana dos vereadores, uma emissora de rádio, que é contratada para defender o poder legislativo, em vez de oferecer espaço à defesa da rejeição do projeto, decidido pela maioria soberana, armou um circo onde se debochou do conjunto da maioria dos mesmos.

Precisam entender que o contrato não é para uso de uma só pessoa ou de um partido, mas do poder, que no caso presente, foi humilhado e debochado. O que é pior, humilhado e debochado em função de uma decisão correta, honesta e que resultou em uma grande economia ao poder.

Nos tempos de Luis Luciano isso não ocorria, mas de jeito nenhum.

Câmara municipal a caminho da humilhação 3

Outra cena lamentável foi essa tal de sessão itinerante.

A idéia até poderia não ser tão ruim. Ocorre que estão perdendo a grande oportunidade de discutirem de forma participativa os problemas das comunidades – que são muitos -, onde o vereador pudesse ser o protagonista,  para armarem um palanque vergonhoso, enfadonho e exclusivo à propaganda repetitiva do prefeito.

Ao final criam um circo horroroso, estúpido, recheado de bajulação e besteira; lamentável.

Vão insistir nessa bobagem, mas certo de que vão empurrar o poder legislativo ao fundo do poço.

Será se na próxima, em Naraniu, vão levar João Frutuoso novamente?

Não duvidemos de nada. Todo absurdo é pouco!

Presidente da Câmara concede entrevista a Nonato Alves, o outro, depois que ou outro (tanto faz) disse que teria saído.

Em entrevista para explicar sobre a polêmica da permuta do terreno, assim falou o Senhor presidente:

Hoje, a gente pode observar e chegar à conclusão que aqueles projetos que dependem diretamente da bancada de oposição, A GENTE NÃO CONTE COM OS VOTOS DELES, porque eles vão encontrar um meio de atrapalhar.

Vamos nós:


Atrapalhar? Será se é verdade mesmo que eles ainda estão tentando passar às pessoas que a oposição atrapalhou o município? Eles querem que nós acreditemos que o que moveu Zé de Zaqueu a doar o terreno foi apenas amor a município?

Será se não está claro que o que moveu Zé de Zaqueu a doar o terreno e rápido, foi o medo de a Câmara vir a ser feita em outro local e ele perder essa grande oportunidade de valorizar seu loteamento?

Diante, pois dessa oportunidade desesperada de Zé de Zaqueu de ver a Câmara ser construída lá, será se não seria lógico aos vereadores imaginarem que o terreno  pudesse de fato ser doado, em troca de tamanha valorização, caso a negociação houvesse ocorrido com base nos reais interesses do município?

Será se a oposição não teria razão em no mínimo achar estranho que o prefeito tenha oferecido outro terreno no valor de mais de 200 mil reais, assim, de mão beijada?

Se você perceber na entrevista, o clima foi de comemoração, como se a bancada situacionista tivesse obtido uma vitória. Ao contrário, a bancada da situação foi pega de calça curta, isto sim; foi puro constrangimento. Evitou-se um vexame que poderia custar o mandato dos responsáveis.

Vamos a outro trecho da entrevista:

Alan: “Quero agradecer a ELENILTON que se colocou a disposição para doar um terreno DO TAMANHO QUE FOSSE NECESSÁRIO  para a construção da Câmara…

Vamos nós:

Viram? Elenilton, nas palavras de Alan, ofereceu um terreno do tamanho que fosse necessário para a construção do prédio. É assim que funciona. O empreendedor oferece de graça para, em troca, valorizar seu empreendimento. E ele não quis a oferta de Elenilton? Peraí, o que isso significa? Elenilton ofereceu um terreno do tamanho que fosse necessário e o presidente não aceitou? Preferiu entregar outro, caríssimo a Zé de Zaqueu? E a oferta só não se materializou porque a oposição não deixou. E a oposição que estava errada?

Que coisa é essa afinal? Inverteram os valores da vida?

Pois não aceitaram a oferta de Elenilton, que ofereceu gratuitamente, para fazer com Zé de Zaqueu, que também estava disposto a dar de graça, e aí ofereceram a ele mais de 200 mil reais?

E ainda falam como se e oposição tivesse agido de forma errada, para atrapalhar o municípiop?

Como é que esse povo não quer que se desconfie desse tipo de coisa?

Alan ainda falou que era descabido o requerimento da oposição que pedia adiamento da votação. Descabido nada, o requerimento era absolutamente prudente, já que outros comerciantes estavam dispostos a doar o terreno.

Era como se alguém quisesse dar de graça o terreno, porém Zé Hélder e Alan respondessem: Não, nós só aceitamos se pagarmos mais de 200 mil reais. Triste, indecoroso. É jogar contra o povo.

Ao final da entrevista Alan valoriza os vereadores da situação pela grande “vitória”. Vitória? Do povo de Várzea Alegre, pela ação da oposição e do voto de Márcio Henrique. Aos vereadores da situação, uma palavra: TRISTE!

Assista a entrevista:

Vereador Marcelo responde com trabalho e dignidade as tentativas de humilhação que já sofreu.

Marcelo Fledson foi acusado por Zé Hélder de ser um vereador que atrapalha o município, tudo porque fiscaliza o executivo;

Marcelo foi humilhado pela presidência da mesa diretora da Câmara, porque não se dobrou aos seus caprichos, tendo inclusive sido punido através de ato autoritário e sem o devido processo legal.

Enquanto isso Marcelo seguiu cumprindo o seu dever.

Hoje, Marcelo apresenta este áudio, que oponente mostra novamente, que comprova o seu trabalho, o seu prestígio e o seu compromisso para com a sua comunidade. Resultado: 1 milhão e 200 mil reais investidos em obras de abastecimentos d’água em duas comunidades: São Cetano e Alto dos Andrés.

Ainda sobre a entrevista de péssimo gosto, onde se pretendeu achincalhar os vereadores da oposição, mas não conseguiram

Outra maldade que tentaram, em vão, passar às pessoas por ocasião da nauseante entrevista foi a tese de que os vereadores da oposição teriam desmerecido o bairro Riachinho.

Seria muita burrice achar que o povo iria embarcar em um argumento tão pueril.

Os vereadores, ao votarem contra aquele projeto recheado de péssimas intenções, não estão contra o bairro.

O que fizeram os vereadores foi impedir que um terreno que estava pronto para ser doado, oferecido, dado de graça pelo inteligente Zé de Zaqueu, como de fato ocorreu, fosse na verdade vendido por 250 mil reais.

Não foi à toa que Márcio Henrique ligou às 10 da noite para Zé Hélder, se humilhando, pedindo para que ele desarmasse essa farsa.

Ainda sobre a entrevista que causou engulho aos ouvintes:

Na palhaçada promovida por Marco Filho, que não sei se alguém pode chamar aquilo de entrevista, o vereador e Zé de Zaqueu, e o repórter, claro, apresentaram  como troféu, como uma vitória, o fato de o terreno haver sido doado à Câmara.

Ora, se houve vitória com a doação do terreno, esse mérito deve ser dado aos vereadores que votaram contra o projeto da permuta.

Se não fosse a rejeição do projeto, esse terreno teria saído por quase 250 mil reais.

Esses senhores tentaram de todo jeito fazer as pessoas de idiotas.

Não conseguiram.

Vereador Marcelo consegue com o governador CAMILO SANTANA a adutora e os dois abastecimentos d’água do SÃO CAETANO e do ALTO DOS ABDRÉS

As comunidades do São Caetano e do Alto dos Andrés receberam do governador Camilo Santana, através do empenho do deputado Zezinho Albuquerque, bem como do esforço conjunto de Vanderlei, Joãozinho e Homero a garantia da ordem imediata da execução do abastecimento d’água das referidas comunidades.

Por iniciativa própria Marcelo conseguiu de Zezinho Albuquerque o projeto, que custou algo em torno de 40 mil reais.

Com habilidade, através de audiências em Fortaleza e acompanhamento dos técnicos, o vereador seguiu trabalhando.

Apesar de ouvir por diversas vezes do prefeito Zé Hélder que ele estaria atrapalhando a gestão, Marcelo seguiu trabalhando humildemente e, com muita habilidade, trouxe essa grande notícia que será recebida com festa pelo povo do São Caetano e Alto dos Andrés. O recurso conseguido por Marcelo é da ordem de 1 milhão e 200 mil reais.

Ouça o áudio onde o secretário Nelson Martins fez questão de gravar, a mando do governador, para o povo de Várzea Alegre:

Vereador Márcio Henrique não suportou tanta politicagem barata

 

Todos são testemunhas da politicagem rasteira que se tornou rotina quando o gabinete do vice-prefeito funcionava na secretaria de saúde do município.

Márcio Henrique como vereador e médico, sabedor e conhecedor dos problemas da saúde do município, não suportou tanta politicagem.

As ações de saúde pública não podem se misturar com politicagem eleitoral, sendo notório que o vice-prefeito só pensa em seu destabalhoado projeto pessoal desesperado de candidatura a prefeito.

Mas uma vez Zé Hélder fica do lado da politicagem, porém as coisas estão mudando e ainda há políticos que não se dobram tanto, não se rebaixam tanto.

E Márcio Henrique, corretamente, não aceitou que se transformasse uma secretaria de saúde, como fez Fabrício, em um comitê de politicagem das mais rasteiras.

A emoção do vereador demonstrou, por si só, o quanto foi doloroso para ele dizer não à politicagem, para dizer sim à sua consciência.

Vergonha para Zé Hélder, que não bota freio em Dr. Fabrício; de parabéns Márcio Henrique pela decisão corajosa e soberana.