Presidente da Câmara concede entrevista a Nonato Alves, o outro, depois que ou outro (tanto faz) disse que teria saído.

Em entrevista para explicar sobre a polêmica da permuta do terreno, assim falou o Senhor presidente:

Hoje, a gente pode observar e chegar à conclusão que aqueles projetos que dependem diretamente da bancada de oposição, A GENTE NÃO CONTE COM OS VOTOS DELES, porque eles vão encontrar um meio de atrapalhar.

Vamos nós:


Atrapalhar? Será se é verdade mesmo que eles ainda estão tentando passar às pessoas que a oposição atrapalhou o município? Eles querem que nós acreditemos que o que moveu Zé de Zaqueu a doar o terreno foi apenas amor a município?

Será se não está claro que o que moveu Zé de Zaqueu a doar o terreno e rápido, foi o medo de a Câmara vir a ser feita em outro local e ele perder essa grande oportunidade de valorizar seu loteamento?

Diante, pois dessa oportunidade desesperada de Zé de Zaqueu de ver a Câmara ser construída lá, será se não seria lógico aos vereadores imaginarem que o terreno  pudesse de fato ser doado, em troca de tamanha valorização, caso a negociação houvesse ocorrido com base nos reais interesses do município?

Será se a oposição não teria razão em no mínimo achar estranho que o prefeito tenha oferecido outro terreno no valor de mais de 200 mil reais, assim, de mão beijada?

Se você perceber na entrevista, o clima foi de comemoração, como se a bancada situacionista tivesse obtido uma vitória. Ao contrário, a bancada da situação foi pega de calça curta, isto sim; foi puro constrangimento. Evitou-se um vexame que poderia custar o mandato dos responsáveis.

Vamos a outro trecho da entrevista:

Alan: “Quero agradecer a ELENILTON que se colocou a disposição para doar um terreno DO TAMANHO QUE FOSSE NECESSÁRIO  para a construção da Câmara…

Vamos nós:

Viram? Elenilton, nas palavras de Alan, ofereceu um terreno do tamanho que fosse necessário para a construção do prédio. É assim que funciona. O empreendedor oferece de graça para, em troca, valorizar seu empreendimento. E ele não quis a oferta de Elenilton? Peraí, o que isso significa? Elenilton ofereceu um terreno do tamanho que fosse necessário e o presidente não aceitou? Preferiu entregar outro, caríssimo a Zé de Zaqueu? E a oferta só não se materializou porque a oposição não deixou. E a oposição que estava errada?

Que coisa é essa afinal? Inverteram os valores da vida?

Pois não aceitaram a oferta de Elenilton, que ofereceu gratuitamente, para fazer com Zé de Zaqueu, que também estava disposto a dar de graça, e aí ofereceram a ele mais de 200 mil reais?

E ainda falam como se e oposição tivesse agido de forma errada, para atrapalhar o municípiop?

Como é que esse povo não quer que se desconfie desse tipo de coisa?

Alan ainda falou que era descabido o requerimento da oposição que pedia adiamento da votação. Descabido nada, o requerimento era absolutamente prudente, já que outros comerciantes estavam dispostos a doar o terreno.

Era como se alguém quisesse dar de graça o terreno, porém Zé Hélder e Alan respondessem: Não, nós só aceitamos se pagarmos mais de 200 mil reais. Triste, indecoroso. É jogar contra o povo.

Ao final da entrevista Alan valoriza os vereadores da situação pela grande “vitória”. Vitória? Do povo de Várzea Alegre, pela ação da oposição e do voto de Márcio Henrique. Aos vereadores da situação, uma palavra: TRISTE!

Assista a entrevista: