VEREADORES ATENTOS II

Em todo caso, de parabéns já estão, aliás, os 06 vereadores da oposição. É que eles se dirigiram ao Promotor, denunciaram e o mesmo, exercendo sua função de primar pelo cumprimento da lei, pressionou a administração para que se abstivesse de fazer apenas a entrevista. Era a pretensão do prefeito. Porque mesmo?

Com a pressão, a prefeitura mudou o critério e resolveu promover provas e títulos.

Resta agora aos vereadores todo cuidado na fiscalização da correção das provas e dos critérios que serão levados em consideração nas entrevistas.

Em se tratando de Zé Hélder, todo cuidado é pouco.

Vereadores atentos

Os vereadores Zé Batista, Marcelo Fledson e Professora Dedê passaram a manhã de sexta feira, dia 03 de fevereiro, percorrendo locais onde se davam as entrevistas para o processo seletivo que a prefeitura está promovendo.

A luta é dura.

Vai ser difícil a gestão atual convencer as pessoas que esse processo será isento de vícios, de favorecimentos e ilegalidades.

Parabéns vereadores!

PROCESSO DE SELEÇÃO

A PMVA realizou processo de seleção pública para o preenchimento de 211 vagas de trabalho temporárias. Foram 1699 os inscritos para concorrer as vagas para diversos cargos. Após a aplicação das provas o que se viu foi um número alarmante de reclamações, de todos os tipo, desde provas que não estavam lacradas quando foram entregues, falta de listagem de presença bem como falta de identificação dos candidatos quando do comparecimento aos locais de prova.

Mas o que mais chamou a atenção foi a falta de clareza quanto as formas de avaliação. Alguns cargos previam que a seleção se daria através de uma entrevista (antes a prefeitura queria que a avaliação de todos os cargos fosse dessa forma) a qual o candidato deveria se submeter, no entanto, não esclarece quais os critérios para pontuação dos itens abordados. Tantos pontos obscuros comprometem a lisura do processo que perde em credibiliadade.

ZÉ HÉLDER FOI A CÂMARA E CONFESSOU QUE ERROU NA OBRA DO SANEAMENTO

O prefeito Zé Hélder foi a Câmara e confessou que havia errado na condução da polêmica obra do saneamento.

E qual teria sido seu erro?

Nas suas palavras, errou ao acreditar em um engenheiro corrupto da FUNASA, o verdadeiro culpado pelas falhas da obra; que foi o tal engenheiro que levou a FUNASA a aprovar o projeto cheio de erros; que toparia enviar à Câmara outro engenheiro para demonstrar que tudo foi consertado; que, se for condenado, não será por haver falhado, mas por amor a Várzea Alegre.

No início da fala chegou-se a imaginar tratar-se de humildade. Mera impressão!

Qual foi mesmo o erro dele?

Sobre o processo penal que responde, afirmou que é Réu apenas porque qualquer pessoa que for acusada de qualquer coisa terá que responder a processo penal – e somente por isso – não havendo cometido nenhum tipo de irregularidade ou crime.

Continua o mesmo!

VAMOS AOS FATOS I

O processo é rico em documentos e perícias. De acordo com a Procuradora Lívia Maria de Sousa, logo na licitação houve uma FRAUDE retumbante. Oponente apresenta alguns dados retirados do processo:

Há documentos pertencentes às três firmas concorrentes autenticados em um mesmo cartório da cidade de Pacatuba, todos na mesma data e cujos selos apresentam rigorosamente a mesma seqüência numérica. Isso deixa claro que quem montou a documentação das firmas foi uma mesma pessoa. Portanto não houve concorrência, porém fraude.

As firmas ganhadoras da licitação, bem como outra que aparece como terceirizada pertencem às mesmas pessoas ou a parentes entre si;

Nas planilhas das empresas, além das mesmas fontes, iguais erros surgem em todas as propostas, além de falhas em valores multiplicados que se repetem em todas.

Uma das firmas ganhadoras da licitação, que deveria ter comprovado experiência em obras de saneamento jamais sequer 1 empregado registrado em carteira, o que, nas palavras da procuradora, é mera EMPRESA DE FACHADAS, especializada em fornecer notas fiscais.

VAMOS AOS FATOS II

Oponente não acredita na versão do prefeito de que o engenheiro da FUNASA seria o culpado pelos problemas. Acredita, isto sim, e parece que a Procuradoria Federal também, que tal engenheiro estava era combinado com ZH.

Senão vejamos:

VAMOS AOS FATOS III

O convênio visando a construção da obra foi assinado por ZH em 31 de dezembro de 2007 e o prazo para a conclusão da mesma era de 6 meses.

Zé Hélder só apresentou Prestação de Contas final à FUNASA em 26 de outubro de 2010, 3 anos após o prazo do convênio.

No ofício da Prestação de Contas (lembre-se, em outubro de 2010), Zé Hélder afirma que a obra estava concluída, em perfeito estado de conservação e em plena utilização pela população que ele tanto ama. Dá pra acreditar?

E ainda juntou à Prestação de Contas uma declaração assinada por FRANCISCO MÁXIMO DE MENEZES, engenheiro da prefeitura, confirmando a finalização da obra. Isso para sacar o dinheiro. A declaração de finalização da obra era condição para o saque da grana.

Lá na frente, quando do seu depoimento perante o MPF, FRANCISCO MÁXIMO DE MENEZES confessou o crime (falsificação de documento público) e disse que assinou o documento atestando que a obra estava concluída para que o dinheiro fosse sacado a pedido de ZH e ainda por sugestão de Marcos Saldanha, após reunião em Fortaleza.

Só que a obra não estava concluída, aliás, quase nem havia sido iniciada, conforme veremos nas postagens a seguir:

VAMOS AOS FATOS IV

Em janeiro de 2011, os vereadores Zé Batista e Chico Clementino contrataram um engenheiro que periciou a obra.

Resultado da perícia:

Trinta e oito por cento da obra realizada e mal realizada. Mais de 300 mil reais previstos para serem aplicados na lagoa de estabilização, nada; duas estações elevatórias previstas – uma no bairro Varjota e outra em frente à lavanderia – sequer tinham sido iniciadas, além de um monte de impropriedades e evidências de vários crimes, e ainda um monte de dinheiro a ser devolvido por ZH.

VAMOS AOS FATOS V

Em  26 de janeiro de 2011 em sessão plenária da Câmara Municipal, Chico elevaram o detalhamento  da fiscalização que eles mandaram fazer, mostraram os relatórios dos pagamentos e dos valores sacados:

 

apresentaram a declaração do engenheiro da prefeitura  e de ZH de que a obra estava concluída para que o prefeito sacasse o dinheiro, exibiram um mapa com as ruas que deveriam ter recebido saneamento e não receberam (38 ruas no total):

mostraram fotografias que comprovavam que as estações não haviam sido sequer iniciadas, além de uma vasta documentação complementar.

VAMOS AOS FATOS VI

O leitor está lembrado das palavras de ZH no último dia 25 de janeiro, onde ele afirmou na Câmara que a culpa pelos problemas era do engenheiro que havia aprovado um projeto que continha falhas?

E que era por causa dessas falhas que ele estava pagando tão caro?

E que ele era inocente?

Pois bem: Por que ZH antes de sacar os mais de 3 milhões, não avisou à FUNASA que havia problemas de solo de terceira categoria e que por isso a continuação da obra tal como no projeto original  seria inviável?

Porque ZH não solicitou a tempo uma alteração no projeto e porque não avisou que o solo era diferente daquele projetado? E porque, antes de solicitar a alteração, ele sacou todo o dinheiro, quando deveria ter deixado na conta, rendendo, esperando autorização da FUNASA para promover as mudanças?

Em vez de parar a obra, solicitar a alteração do projeto e aguardar a resposta da FUNASA, ZH raspou o dinheiro das contas, afirmou que a obra estava pronta e funcionando, botou o engenheiro para assinar a declaração falsificada e protocolou ofício pedindo aprovação da prestação de contas, como se a obra estivesse perfeita.

E se não fosse Chico Clementino e Zé Batista, não haveria nada de obra feita, pois algumas ruas por onde deveriam passar saneamento já estavam asfaltadas.